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terça-feira, 2 de outubro de 2012

miniaturas

A pequenez engatinha n'alma que ainda mama no deleite de viver.
Um perfume estranho que só me vem da memória quando no colo de minha mãe. A pressa não me veio, não há inda, que será bem vinda, para ver outro ser de mim e deixar que meu pai seja outro em mim.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Me passe o creme.
Abafo o eco do pranto pra manter-me seco, longe da salinidade que escorre dos olhos.
Sim. Assim.
A dor está em não ver o lado que abraçado fica, ali, quietinho, quentinho, desconcertado, sem saber o que fazer pra ter.
Seco. Seco. Nem suor. Frio.
Tenho calos na mão racional pra machucar o meu.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

5h25

lembranças. Abro um sorriso quando penso em vocês.
Lembrar que se foram me faz chorar em riso aberto.
Fotografias nunca vistas, sem mim, retratam nós.
Satisfaço meu presente consentindo que sinto a falta de vocês.
Não a. Apenas há.
Sempre......

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

misto suado

eu em tu - O que há?
eu em mim -Que há o que?
Ó ser, o que há, há de ser.
eu em tu - Há que dizer bom dia.
Há que dizer todo dia.
Há. Sempre há.
eu em mim - Há que dizer; não há mais sobre nós a dizer.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

salte e...........

em preto e branco ouço cores que acordam o vivo nostálgico de mim.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

dança e ventre

Quando o que se foi é o que fica.
O que fica não vê o que foi.
O que foi não fica sem ver o que fica.
O que foi fica.
O que fica foi.
O que agora fica olha pro ventre do que foi.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Entre vícios.
Na palavra que sai do olhar fica a certeza do não saber.
Que, sentido, já foi e basta.
Mesmo assim segue o vento ao, de novo, pior do que se é.
Dois pulmões não me bastam para desmanchar-me por cinzas acesas pelas descobertas fracassadas do eu em ser.
Descuidado entrego a boca ao paladar amargo do círculo em brasas, que me leva ao fim do que não é novo.
Sinto as dores, da falta de cores, quando imagino do dentro o que coloco de fora.
Brasa, cinzas e pó, a receita ansiosa da solidão de quem não vive só em si.